Terça-feira, Fevereiro 12, 2008

Memory Lane

Não, este blog tal como o conheceram até há cerca de pouco mais de um mês não voltará ao activo, muito provavelmente. No entanto, mudei-me de malas e bagagens para outra casa, que acabou de ser construída. Ela chama-se Memory Lane e em breve terá mais actualizações. Por agoa ficam já com a nova morada. Vemo-nos por lá.

Quarta-feira, Janeiro 02, 2008



Não sei se é um fim definitivo, mas já há alguns meses que sentia esta vontade em fazer uma pausa no blog, mas deixei esperar até ao final do ano para ver se algo mudava. Não mudou, por isso faço uma pausa no blog, indeterminada, pode durar um dia, uma semana, um mês ou pode mesmo nunca mais regressar ao activo. Foram mais de dois anos a dedicar-me a ele, agora é altura para diferentes projectos, para novas ideias florescerem. Obrigado a quem sempre visitou este blog e que ia comentando o que ia escrevendo, aos que não comentavam mas o visitavam. Até um dia.

balanço geral do ano



Podem ler no seguinte link um artigo que fiz para o hiddentrack.net onde faço um balanço um pouco mais alargado sobre o que aconteceu no panorama musical em 2007. Aqui - http://www.hiddentrack.net/modules.php?name=Content&pa=showpage&pid=255

Domingo, Dezembro 30, 2007

Cinema 2007

Eu sei que 99% das vezes falo de música, mas o cinema é também uma paixão que de ano para ano se intensifica e assim me obriga a ir mais ao cinema, a ver mais DVDs, a ler mais sobre o assunto. Por isso mesmo deixo aqui uma lista dos filmes que mais me marcaram em 2007, apesar de saber que provavelmente não vi filmes suficientes para fazer uma lista, mas não faz mal, não nos devemos levar demasiado a sério. São 9 filmes, podiam ser 10 e ficar mais bonito, mas depois tinha que pôr outros e então ficou assim:


1. "Control", Anton Corbijn


2. "Shortbus", John Cameron Mitchell


3. "Superbad", Greg Motolla

4. "Eastern Promises", David Croonberg


5. "Mysterious Skin", Gregg Araki


6. "American Gangster", Ridley Scott


7. "Planet Terror", Robert Rodriguez


8. "The Bubble", Eytan Fox


9. "Zodiac", David Fincher

Dance Club Janeiro



Desde o passado dia 24 de Dezembro que já está nas bancas de todo o país a edição de Janeiro da Dance Club. Neste número da revista podem encontrar da minha autoria entrevistas a Sébastien Léger, Pedro Diaz, Expander sobre os 6 anos da Sonic Culture e ao Pinkboy. Além das entrevistas poderão ler assinado por mim um artigo sobre Yves Larock, críticas a discos de Burial, Robyn, Duran Duran, Luke Solomon, Damian Marley, Keb Darge & Cut Chemist, entre outros, uma reportagem sobre Pete Tha Zouk nos Açores e a final do concurso de DJs que lá se realizou, várias notícias, o guia de estreias de cinema do mês e a agenda. Pela restante redacção da Dance Club de destacar o artigo sobre DJ Overule, que dá capa a esta edição, mas também artigos sobre os Soulwax, The Johnways e, claro, as listas dos melhores álbuns, singles e compilações que toda a redacção da revista escolheu. Com a compra da revista recebem um CD grátis que incluí a música de que se fala na revista, incluindo um tema de Gui Boratto, um vídeo com a entrevista feita a DJ Overule e 10 loops de dubstep para produção. Com esta edição por mais 10€ podem adquirir o CD Kaos One Hundred.

Top 10 hiddentrack.net


Como bons melómanos que somos, também o hiddentrack.net recolheu as suas escolhas de melhores álbuns do ano entre os vários redactores do site e a partir daí criou o seu top 10. Podem aceder ao top com informações mais detalhadas sobre cada álbum e também com as listas individuais de cada colaborador quanto aos seus álbuns, concertos e canções preferidos do ano no seguinte link - http://hiddentrack.net/modules.php?name=Content&pa=showpage&pid=253.

Sábado, Dezembro 22, 2007

Os Melhores de 2007

2007 foi um ano repleto de boa edições. De Janeiro até Novembro o Sound of Silver dos LCD Soundsystem não encontrou rival, até que Burial aparece de rompante e revela-se uma vez mais genial. Não há ninguém a fazer música assim. Em 2007 M.I.A. obrigou toda a gente a mexer o rabo ao som de galinhas, tiros e Bollywood, os Battles traçam o futuro do rock, que apesar de moribundo, ainda vai trazendo algumas boas surpresas, como os No Age e os Deerhunter. 2007 foi o ano do regresso dos Wu-Tang Clan com um excelente 8 Diagrams. Este foi um ano em que não vimos novos valores no hip hop internacional, mas os antigos continuaram em boa forma: Jay-Z, Kanye West, Dizzee Rascal, UGK (que sofreram a perda irrecuperável de Pimp C). Em 2007 a música POP continua a marcar pontos com grandes singles de Justice, Girls Aloud, Rihanna, Britney Spears e Avril Lavigne (sim, o "Girlfriend"). Este também foi o ano em que o techno voltou a olhar para o futuro, graças a nomes como The Field, Matthew Dear (ou False), Pantha Du Prince e sempre Ricardo Villalobos, enquanto que o “french touch” voltou a estar na berra, muito pelo excelente trabalho desenvolvido pela Ed Banger e os Justice, mas levando esse toque francês a outras paragens. 2007 foi ano em que os Radiohead revolucionaram o modo como se disponibiliza música, dando pistas para o que as editoras terão que apostar no futuro.


1. Burial - Untrue. Untrue é um disco rodeado de vozes fantasmagóricas, imperceptíveis de se descobrir de onde vêm e para onde vão, misteriosas como noites vividas em lugares recônditos, naturais de cavernas urbanas. No entanto, são estas vozes que emocionam, que atingem em cheio o ouvinte e o deixam envolto em nuvens de fumo que penetram pela mente e a absorvem por completo.


2. LCD Soundsystem - Sound of Silver. A música é o passado, o presente e o futuro. James Murphy sabe-o melhor que ninguém. Sound of Silver é a perfeição entre estes espaços temporais.


3. Panda Bear - Person Pitch. Person Pitch é uma obra magna, com canções onde as ideias se atropelam umas nas outras, onde a riqueza melódica é imensa. Panda Bear mostrou-nos como é mais que possível criar algo de novo e fascinante com base nas musicas de outrem.


4. M.I.A. - Kala. Pop urbana que junta em si linguagens musicais de regiões muito específicas, das periferias das grandes cidades deste mundo, e alinhando-as com electrónicas várias e uma sensibilidade pop, faz deste Kala um dos registos mais excitantes de 2007. Desde ritmos latinos, a africanos, indianos, com formas musicas mais ocidentalizadas, tudo faz sentido e tudo tem um efeito físico impressionante.


5. Battles - Mirrored. Em Mirrored somos engolidos pelo caos sonoro, que é ainda assim muito preciso e do mais surpreendente que há. Como já alguém disse, o futuro do rock passa por aqui.


6. The Field - From Here We Go To Sublime. Ao longo das dez faixas que compõem o disco, a música que se ouve transmite-nos uma dualidade de sensações: por um lado atinge os músculos com eficácia e obriga-os a moverem-se numa pista de dança, no tapete da sala, tanto faz; mas por outro lado empurra-nos para cima do sofá, não querendo quaisquer movimentos físicos, apenas propiciando viagens mentais e uma sensação de plenitude imensa.


7. Jens Lekman - Nightfalls Over Kortedala. As orquestrações estão mais apuradas, cheias de vida e alma, em que violinos e grandes conjuntos de sopros, ora nos colocam num pedestal, ora dançam em tom de baile com o acordeão. Ouve-se pop kitsch que soa fascinante. Pianos, flautas, cordas a conviverem sumptuosamente. As doses presentes de romantismo e drama na música são perfeitas, tal como as que estão presentes nas fantásticas histórias que Jens Lekman vai cantando.


8. Animal Collective - Strawberry Jam. Agora com Strawberry Jam o formato canção é adoptado claramente. Este é o disco em que os Animal Collective definem bem o seu som, aos primeiros segundos de cada música é óbvio que só poderíamos estar a ouvir os Animal Collective e mais nenhuma outra banda. As melodias tomaram conta do grupo, e as brincadeiras que continuam a fazer dentro do formato pop ainda nos fascinam.


9. Justice - . House metaleiro, Daft Punk com Jackson 5, electro meets rock'n'roll, cabedal, cores berrantes, luzes psicadélicas, pista de dança.


10. Electrelane - No Shouts, No Calls. Em No Shouts, No Calls as Electrelane conseguem conciliar as suas duas vertentes num só disco: a vertente mais pop e a mais experimental, conseguindo ainda assim fazer dele todo um disco coeso, onde tudo faz sentido no exacto lugar em que se ouve. Elas pegam no krautrock e fazem dele algo altamente pessoal, só seu. E ficamos de disco para disco mais viciados e encantados nelas.


11. Beirut - The Flying Club Cup. The Flying Club Cup é um disco de belíssimas orquestrações, onde violinos, conjuntos de sopros, acordeões, se enamoram uns pelos outros, apaixonam-se enquanto bebem um café juntos, desiludem-se mutuamente e nós aqui a assistirmos a tudo isto tão bem coordenado.


12. Dizzee Rascal - Maths + English. Maths + English é o disco mais eclético do rapaz, que já está bem além do que é o grime, e que é o melhor disco de hip hop que se ouviu este ano. Maths + English é soberbo, coeso, inteligente, corrosivo. Não se deixem enganar pelos títulos de algumas canções e deixem-se levar pela rebeldia deste jovem inglês de 22 anos.


13. Kanye West - Graduation. Depois de revisitar a história da música negra norte-americana, agora Kanye encanata-se com a electrónica francesa e repesca-a para o seu estilo de hip hop já único e inconfundível.


14. Jay-Z - American Gangster. Histórias de uma Nova Iorque em decadência, contadas com a emoção e habilidade que só o Jigga tem. Musicalmente Diddy & The Hitmen injecta-lhe soul clássico, Pharrell rodeia-o de um minimalismo fascinante e Just Blaze prova porque está tão à frente do seu tempo. Hip hop imprescindível.


15. Girls Aloud - Tangled Up. A música pop é um caldeirão para experiências e cruzamentos interessantíssimos e a equipa de produção Xenomania através do novo disco das Girls Aloud estão cá para prová-lo.


16. Rufus Wainwright - Release the Stars. Release the Stars é um disco para os fãs de Rufus Wainwright, que já sabem do que vêm à procura e este entrega-lhes de bandeja e com requinte o que eles já queriam: grandes canções pop ora mais grandiloquentes, ora mais recatadas, sempre dominadas por aquela voz arrebatadora que já lhe conhecemos e uma sensibilidade lírica rara.


17. Matthew Dear - Asa Breed. Se os TV On the Radio fizessem música electrónica com vincos no techno soariam ao que se ouve em Asa Breed. Ao terceiro registo em nome próprio Matthew Dear abre novos horizontes à sua carreira e ilumina-nos caminhos que dantes soavam demasiado difíceis de se desbravarem.


18. !!! - Myth Takes. Novamente os !!! pegam nas suas influências dançantes do pós-punk, mas também do funk e do psicadelismo e casam tudo numa parafernálias de sonoridades dançantes que tornam impossível não dançar ao som de ritmos tão frenéticos.


19. No Age - Weirdo Rippers. O nome do disco não se poderia adequar mais perfeitamente ao que ele tem lá dentro. Este duo americano vai esquartejando estranhamente de música para música partes das sonoridades de bandas Sonic Youth, My Bloody Valentine e claramente Ramones, ou até de mais novatos como os Liars, Animal Collective e Black Dice. Depois de esquartejarem tudo e resumirem a faixas de 2/3 minutos, são-lhes injectada uma jovialidade tal que nos faz imaginar que poderíamos estar a ouvir isto pela primeira vez.


20. Deerhoof - Friend Opportunity. Nos 36 minutos de Friend Opportunity os Deerhoof dão-nos o melhor de si: guitarras rock’n’roll, sintetizadores borbulhantes, melodias catchy, pop-noise à mistura, viagens alucinogénicas pelo mundo dos desenhos animados japoneses.


21. Britney Spears - Blackout. Há por aqui um repescar do electro 80s para a melhor pop 2007, imensos pormenores electrónicos surpreendentes num disco de pop mainstream, com sintetizadores altamente distorcidos e pujantes, vozes robóticas, batidas ferozes, crédito em grande parte das faixas de DanjaHandz, o protegido produtor de Timbaland. Os Daft Punk pairam muito pela produção deste disco.


22. Of Montreal - Hissing Fauna, Are You the Destroyer?. Este não é um disco fácil, vai crescendo com o tempo, mas quando nos conquista, já não conseguimos desligarnos daquela turbulências de sentimentos, fragmantos pop, disco, electro, psicadélicos que fazem a música dos Of Montreal tão maravilhosamente fantasiosa.


23. UGK - Underground Kingz. Num disco duplo a dupla vai desfilando classe hip hop com sopros exuberantes, muita soul e funk, muita alma negra, flows irrepreensíveis que fazem deste disco tão fantástico. Pimp C 4 Ever!


24. Caribou - Andorra. Viagens à pop dos anos 60 só possíveis em pleno 2007, com psicadelismos, jazz, shoegaze, folk e electrónicas diversas convivendo harmoniosamente. A não perder no Santiago Alquimista em Março de 2008.


25. Modest Mouse - We Were Dead Before the Ship Even Sank. Isaac Brock continua a cantar como se tivesse o mundo a despedaçar-se na garganta, as guitarras continuam aos trambolhões umas nas outras por um carrossel de tormentos cantados por Isaac Brock. Mas ao quinto disco apuraram a sensibilidade pop do som da banda, e acredito que muito disto se deve à presença de Johnny Marr.

26. Modeselektor - Happy Birthday!. A dupla alemã regressou em grande numa mescla de hip hop com techno, grime, dubstep, dancehall, ragga, indie pop, encontrando nas músicas periféricas de rua os condimentos mais excitantes para criarem a sua música. E fazem-no muito bem!


27. The Twilight Sad - Fourteen Autumns & Fifteen Winters. Guitarras ruidosas, empoeiradas pelo Outono em que estão imersas, que nos atacam em crescendos épicos e que hipnotizam quando a sombra noise se aproxima...fundido a tudo isto acordeões melancólicos e teatrais, que se agarram desesperadamente à chuva para no final se despedaçarem, apesar de já saberem que tal iria acontecer.

28. Wiley - Playtime is Over. O grande nome do grime retira-se com um disco onde a urgência da sua música e das suas rimas continua avassaladora. Londres dos subúrbios relatada com carisma e pujança, enquanto beats se esfaqueiam e percorrem géneros como o hip hop, drum'n'bass e r'nb moderno.

29. Pantha Du Prince - This Bliss. Trabalhando meticulosamente o panorama techno, Pantha Du Prince neste registo fá-lo conviver com toadas mais ambientais, outras mais cinematográficas, que levam o techno para um futuro desconhecido.


30. Deerhunter - Cryptograms. Numa amálgama de guitarras que aprofundam terrenos pós-punk, shoegaze, noise e experimentais, os Deerhunter com a sua estreia mostram-se um dos novos colectivos do rock que não devem ser esquecidos.

Prémio devia-ter-sido-editado-antes-para-o-ouvir-melhor-e-assim-entrar-no-meu-top:Publiquem nos comentários as vossas listas também!

Melhor de 2007 - Nacional

Este ano a música nacional continua quase num marasmo criativo. Foram poucas as edições que realmente despertaram a atenção, por isso vos deixo aqui um top com apenas dez títulos. No entanto, como já se vem a notar há algum tempo, dentro da comunidade mais underground há gente a querer e a fazer algo de estimulante, seja no noise e improvisações várias (como pudemos presenciar em vários nomes que passaram pela festa de Natal da Filho Único ontem na Avenida da Liberdade); seja na pop/rock cantada em português, mas ainda em fase de crescimento, como Os 400 Golpes; nas músicas periféricas com origem africana, como kuduro e kisomba por parte dos N'Gapas e Ritchaz & Kéké ou ainda no hip hop com o surgimento dos Macacos do Chinês, que com as suas fusões de grime, música clássica, tradicional, árabe e tudo o mais tornaram-se sem dúvida alguma a grande revelação do ano.
Pode ser que para o ano alguns destes nomes que estão a desenvolver-se agora venham a brotar boas edições que estimulem a música nacional. Por agora, aqui fica o top 10 deste ano.

1. Old Jerusalem - The Temple Bell. Canções que apaixonam, que entristecem, que se intrometem cuidadosamente nas nossas vidas. Estas são as novas canções de Old Jerusalem em The Temple Bell, um dos maiores talentos nacionais.

2. Bernardo Sassetti - Dúvida (1964). O piano de Bernardo Sassetti vai desfilando notas bastante simples, mas que funcionam na perfeição nos seus diálogos com o silêncio, proporcionando-nos assim ambientes de grande dramatismo que soam aos nossos ouvidos com uma beleza inigualável.


3. Norberto Lobo - Mudar de Bina. A partir do universo musical de Carlos Paredes, Norberto Lobo vai caminhando até à free-folk de John Fahey, criando canções onde sobressai a virtuosidade da guitarra e a beleza que ela proporciona.

4. JP Simões - 1970. Pegando na tradição da bossa nova e na inspiração em músicos como Chico Buarque e João Gilberto, JP Simões constrói canções com uma alma tipicamente portuguesa, com uma melancolia e tristeza acutilantes.

5. Lobster - Sexually Transmitted Electricity. Uma das bandas do circuito noise underground que finalmente editou a sua estreia e assim deu-nos um disco cheio de electricidade, que prova que o rock também pode ser bom quando quem o cria o estica até aos seus limites.


6. DJ Ride - Turntable Food. A partir do gira-discos e da arte de samplagem DJ Ride vai construindo excelentes canções com hip hop dentro, onde o músico explora várias correntes da música negra com mestria e na companhia de talentos como Sam the Kid.


7. David Fonseca - Dreams in Colours. Ao terceiro disco David Fonseca soltou-se de vez e criou o seu melhor disco, mais livre, onde explora novos caminhos dentro da pop sem medos.


8. Cristina Branco - Abril. As canções de Zeca Afonso revisitadas com a beleza, simplicidade e entrega que só Cristina Branco consegue ter.


9. Clã - Cintura. Num registo mais directo do que o anterior Rosa Carne mas ainda assim revelando porque são das melhores bandas pop em Portugal.

10. WrayGunn - Shangri-la. Paulo Furtado e companhia com mais um belo disco de rock'n'roll/gospel excitante.

Publiquem nos comentários as vossas listas também!


Sexta-feira, Dezembro 21, 2007

Top 14 Singles

E mais uma lista para encanto de todos os que gostam destes balanços de final de ano. Este corresponde ao top de singles, que este ano são catorze e não um número múltiplo de 5.


1. Rihanna feat. Jay-Z - "Umbrella". Uma batida capaz de demover montanhas, sintetizadores que ilustram perfeitamente as estrelas cadentes que chovem sobre Rihanna, são sinistros, assumindo diferentes máscaras, mas iluminam tudo o que se lhes atravessa. A linha de baixo que atravessa o refrão é demolidora, faz-nos esstremecer.


2. Justice - "D.A.N.C.E.". A ponte entre os Jackson 5 e os Daft Punk, maquilhando-se com disco-sound, tudo embrulhado numa sensibilidade pop rejuvenescedora. Raios laser, ganga, holofotes, palavras de ordem sem ordem. O mote é "D.A.N.C.E.". Brilhante, no mínimo.


3. LCD Soundsystem - "All My Friends" / "Someone Great". Duas canções arrebatadoras, a primeira com um piano que corre em paralelo com as dúvidas, incertezas que a letra retrata; a segunda por nos encarar com a realidade de forma tão perfeita e dançavel.


4. M.I.A. - "Paper Planes". The Clash meets guns meets cash register.


5. Battles - "Atlas". Um baixo cavernoso em sentido de marcha, guitarras em distorção que injectam na nossa mente e no resto do corpo ácidos hipnotizantes, que nos dão a sensação que estamos a ouvir funk manipulado pela ciência.


6. UGK feat. Outkast - "International Players' Anthem". Questionar a validade dum casamento para um pimp entre vozeirões soul, sopros cheios de alma negro e uma batida nervosa só podiam soar assim tão bem.